Para o Inferno | Trailer | Netflix

“Todos estamos à mercê da fúria da natureza. O documentário original Netflix de Werner Herzog, “”Para o Inferno””, estreia na Netflix a 28 de outubro.

O documentário “”Para o Inferno”” de Werner Herzog, leva-nos onde o título nos sugere: para as crateras de magma vermelho fervilhante de alguns dos vulcões mais ativos e surpreendentes do mundo, levando também este cineasta a uma das mais extremas viagens da sua longa carreira. Da Coreia do Norte à Etiópia, da Islândia ao arquipélago Vanuatu, a raça humana tem ao longo do tempo criado narrativas para explicar os vulcões. Mas, como mencionado pelo próprio Herzog, “o vulcão não quer saber minimamente daquilo que estamos a fazer à superfície”. “”Para o Inferno”” junta Herzog ao conceituado vulcanólogo Clive Oppenheimer e oferece, não só uma exploração profunda a vulcões em todo mundo, mas também uma análise aos mitos e crenças criados por diversos povos em torno deste fenómeno natural.

Herzog e Oppenheimer conheceram-se à dez anos atrás nas encostas do vulcão de Monte Erebus, na Antártica, durante as filmagens de “”Encounters at the End of the World””. Neste novo filme a busca é constante. Vemos Oppenheimer no lago Toba na Indonésia, que à 74.000 anos atrás assistiu a uma das maiores erupções vulcânicas da história da humanidade. Oppenheimer e Herzog viajam até ao Monte Sinabung, onde quase não escapam a uma perigosa erupção e, em seguida, visitam o Monte Merapi em Java, um dos mais temidos vulcões da Indonésia. Viajam também até ao deserto mais quente do planeta, na Etiópia, até à Islândia e, talvez mais espantoso ainda, até ao centro da Coreia do Norte. Pelo caminho, investigam as imaginativas e diversas histórias que as várias culturas contam sobre a presença e significado dos vulcões. O Monte Paektu na Coreia do Norte, por exemplo, é venerado pelo regime em vigor como o berço da nação e revolução coreanas. O “”Codex Regius””, um manuscrito do século X que relata uma erupção vulcânica, é ainda hoje um documento muito precioso para os islandeses. “”Para o Inferno”” apresenta-nos um Herzog mais maduro, que nos mostra locais extraordinários, personagens incríveis, histórias improváveis e, acima de tudo, uma oportunidade de abordar um assunto fascinante de uma forma totalmente nova.”